{"id":487,"date":"2023-04-30T08:52:35","date_gmt":"2023-04-30T11:52:35","guid":{"rendered":"https:\/\/nathaliareboucas.com.br\/?p=487"},"modified":"2023-04-30T08:52:35","modified_gmt":"2023-04-30T11:52:35","slug":"so-o-jornalismo-profissional-pode-se-retratar-de-uma-informacao-errada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nathaliareboucas.com.br\/?p=487","title":{"rendered":"S\u00f3 o jornalismo profissional pode se retratar de uma informa\u00e7\u00e3o errada\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Essa semana um caso de um paciente nos Estados Unidos que se submeteu a um tratamento de um m\u00e9dico brasileiro e a partir da\u00ed teria tido a remiss\u00e3o do c\u00e2ncer chamou a aten\u00e7\u00e3o e rendeu muitos cliques na mat\u00e9ria da CNN Brasil. A t\u00e9cnica logo foi questionada por pesquisadores e diversas entidades que dizem que o m\u00e9todo n\u00e3o tem embasamento cient\u00edfico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui nem vou levar em considera\u00e7\u00e3o os aspectos t\u00e9cnicos e \u00e9ticos desse tipo de procedimento, mas a possibilidade de se retratar e publicar o outro lado da hist\u00f3ria, a partir da interpreta\u00e7\u00e3o de especialistas na \u00e1rea de medicina e bio\u00e9tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s pol\u00eamicas sobre fake news e conte\u00fados que desinformam, a reportagem da CNN foi acusada de propagar informa\u00e7\u00e3o falsa. \u00c9 verdade que at\u00e9 a imprensa profissional se rende \u00e0s not\u00edcias que chamam a aten\u00e7\u00e3o e rendem cliques. A busca por audi\u00eancia e a ansiedade em divulgar algo inovador e \u201cvitorioso\u201d para a medicina podem ser tentadores at\u00e9 para quem sabe que informa\u00e7\u00e3o desse tipo merece ter um crit\u00e9rio e uma an\u00e1lise aprofundada antes de ser publicada. Sobretudo em se tratando de uma doen\u00e7a como o c\u00e2ncer, que registra mais de 700 mil casos a cada tri\u00eanio s\u00f3 no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a diferen\u00e7a \u00e9 que apenas a imprensa profissional \u00e9 capaz de fazer uma nova reportagem com o outro lado da hist\u00f3ria. Uma esp\u00e9cie de retrata\u00e7\u00e3o com a contesta\u00e7\u00e3o feita por especialistas. E mesmo assim ainda ouvir o m\u00e9dico autor do tratamento novamente que insiste em dizer que tem respaldo cient\u00edfico e legal nos Estados Unidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00f5es que envolvem sa\u00fade p\u00fablica e doen\u00e7as graves como o c\u00e2ncer s\u00e3o sempre delicadas. Reportagens com dados sobre cura milagrosa e tratamentos inovadores s\u00e3o atraentes demais para a imprensa, at\u00e9 para quem sabe que o jornalismo s\u00f3 existe com checagem e responsabilidade sobre o que se publica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dever da imprensa admitir o erro, ouvir a outra vers\u00e3o e evitar que a pressa ou a busca desenfreada por audi\u00eancia descredibilize o jornalismo praticado pela emissora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E uma empresa jornal\u00edstica sem credibilidade n\u00e3o tem a sua principal mat\u00e9ria-prima em meio \u00e0 tanta concorr\u00eancia e a rotina cada vez mais ingl\u00f3ria dos jornalistas tentando se diferenciar em um per\u00edodo de redes sociais e fake news.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa semana um caso de um paciente nos Estados Unidos que se submeteu a um tratamento de um m&eacute;dico brasileiro e a partir da&iacute; teria tido a remiss&atilde;o do c&acirc;ncer chamou a aten&ccedil;&atilde;o e rendeu muitos cliques na mat&eacute;ria da CNN Brasil. 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